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Mercado de carbono, dívida climática e mais

Atualizado: 25 de mar.


Itaú promove evento para discutir o mercado de carbono e divulgar o Carbonplace

Na última quinta-feira (25), o Itaú BBA, em conjunto com a CUBO, promoveu um evento para abordar temas importantes do mercado de carbono, como as oportunidades do mercado voluntário no Brasil e a integralidade dos créditos, ou seja, a qualidade dos créditos que são transacionados.

Na ocasião, o banco aproveitou para divulgar o Carbonplace, seu marketplace para negociação de créditos de carbono, que deve começar a operar ainda em 2023. Para Maria Belem Losada, head de novos negócios do Itaú, o Carbonplace nasceu para sanar dores do mercado, como a transparência e segurança na negociação. Por ser baseado em blockchain, a plataforma rastreia toda a vida do crédito e não permite uma dupla comercialização e conta com a auditoria dos nove bancos envolvidos no projeto em relação à qualidade dos créditos.

“Queremos escalar o mercado de carbono, já que o Brasil tem imensa oportunidade de geração de crédito e há muita demanda lá fora, como Ásia, Estados Unidos. Entendemos que o Carbonplace traz a transparência e a confiança que todos precisavam”, comentou a head do projeto durante o evento.

Relembrando o conceito de crédito de carbono

Em resumo, o crédito de carbono – que corresponde a uma tonelada de CO2 equivalente a gás carbônico ou outro gás gerador do efeito estufa – funciona assim: quem emite pouco ou desenvolve iniciativas que evitam a emissão pode vender créditos para quem passou da cota. Ou seja: empresas que ultrapassam esse teto de emissões podem negociar créditos com empresas que não atingiram esse limite. Atualmente, o mercado de créditos de carbono é dividido em dois: o regulado e o voluntário.

O regulado foi estabelecido pelo Protocolo de Kyoto — acordo internacional assinado em 1997 – e define que os países que passarem de sua cota de gases de efeito estufa (GEE) comprem créditos daqueles que ficaram abaixo do teto. Isso pode ocorrer de empresa para empresa, já que cada país determina as regras de emissão para cada setor.

Já o mercado voluntário, que está em atividade no Brasil, é aquele em que qualquer pessoa ou empresa pode comprar créditos de carbono — regulamentados ou não — para compensar a poluição que gera. Esse mercado vai desde pequenas empresas que entregam certificados digitais aos compradores e plantam árvores com o dinheiro arrecadado, até grandes transações de ativos em bolsas de valores pelo mundo, representando a proteção de milhares de hectares de floresta. Mais sobre a descarbonização, em matéria publicada em nosso site.


Cidades brasileiras buscam R$ 14 bilhões para projetos climáticos

O CDP (Carbon Disclosure Project), uma organização que auxilia companhias e governos a divulgarem seus desempenhos ambientais, divulgou um relatório que revela que 105 empresas estão com 193 projetos para captação de investimentos em projetos climáticos.

De acordo com a instituição, a maioria dos projetos ainda depende de financiamento público. Apenas 21% contemplam a captação de recursos com mais de um tipo de instrumento financeiro, como dívidas, empréstimos, participação ou doação.

A maior parte das iniciativas estão concentradas em três setores: gestão de resíduos (27% dos projetos), gestão de água (12%) e transporte (11%).

Países ricos do G7 devem aos mais pobres

Um estudo da ONG britânica Oxfam International divulgou um relatório, na véspera do encontro do G7 no Japão, que o montante que os países do G7 devem aos países de baixa e média renda seja cerca de US$ 13 trilhões.

O contexto da dívida

De acordo com a ONG, esse valor seria importante para o desenvolvimento das nações mais pobres, além de um apoio na luta contra a mudança climática. Ainda segundo o relatório, a dívida climática gira em torno de US$ 8,7 trilhões pelas perdas e danos que suas emissões de CO2, principal contribuinte do aquecimento global, causaram.

Fundo para perdas

Após décadas de impasse e negociações, os países ricos concordaram na COP26, no ano passado, em estabelecer um fundo para perdas e danos destinado aos países mais vulneráveis, especialmente no Sul Global. O mecanismo foi oficializado no ano passado, durante a COP27, mas ainda há dúvida em como será efetivamente colocado em prática, quem serão os responsáveis por bancar o recurso e em qual local será aplicado.

O relatório ainda lembra que, na década de 70, os países ricos concordaram em fornecer 0,7% de sua renda nacional bruta (RNB) para ajudar o desenvolvimento de nações mais pobres. Desde então, deixaram de pagar um total de US$ 4,49 trilhões, mais da metade do que foi prometido.

Segundo o relatório, os governos do G7 falham em cumprir a promessa de fornecer US$ 100 bilhões por ano de 2020 a 2025 para ajudar os países mais pobres a implementar ações de adaptação e mitigação climática.

O que diz a Oxfam

“É o mundo rico que deve ao Sul Global. A ajuda que eles prometeram décadas atrás, mas nunca deram. Os enormes custos dos danos climáticos causados ​​pela queima imprudente de combustíveis fósseis. A imensa riqueza construída sobre o colonialismo e a escravidão", destacou em nota o diretor executivo interino da Oxfam International, Amitabh Behar.

Google usa IA para ajudar países contra as inundações

Os desastres naturais, como inundações, estão aumentando em frequência e intensidade devido às mudanças climáticas. As estimativas são de que as inundações afetam mais de 250 milhões de pessoas em todo o mundo a cada ano e causem cerca de US$ 10 bilhões em danos econômicos.

Diante desse cenário, o Google criou o Flood Hub para que governos, organizações e pessoas prevejam inundações relevantes até 7 dias antes de acontecerem. Para se ter ideia da evolução da ferramenta, em 2022, as informações estavam disponíveis apenas 48 horas antes.

Segundo nota do próprio Google, o Flood Hub usa diversas fontes de dados públicos que estão disponíveis, como previsões do tempo e imagens de satélite. A tecnologia, então, combina dois modelos: o Modelo Hidrológico, que prevê a quantidade de água que flui em um rio, e o Modelo de Inundação, que prevê quais áreas serão afetadas e qual será a profundidade da água.

Hoje o serviço funciona em 80 nações, sendo que recentemente chegaram à ferramenta 60 novos países em toda a África, região da Ásia-Pacífico, Europa e América do Sul e Central.

Com uma rede de psicologia feminista, a Sou Pagu quer tornar o cuidado com a saúde mental acessível a todas as mulheres

O projeto criado em 2020 pela psicóloga Mayhumi Kitagawa já realizou 28 mil consultas e hoje atende 450 mulheres em quase todos os estados do Brasil (as exceções hoje são Alagoas e Amapá) e em outros 14 países, como EUA, Espanha, França, Hungria, Inglaterra, Portugal, Paraguai e Uruguai.

Um grande diferencial do negócio é o plano social, com consultas a preços acessíveis. Este plano mensal tem duas opções, uma de R$ 220 e outra de R$ 250, a depender da psicóloga escolhida.

Quem pode pagar o plano mensal denominado “colaboradora”, que custa R$ 320 ou R$ 450, financia o atendimento de quem não pode arcar com o valor cheio ou mesmo não consegue pagar o valor social. Vale lembrar que parte do pagamento destina-se a cobrir custos de capacitações das psicólogas.


CURTINHAS ---- Norte-americanos e europeus querem um novo presidente para as negociações climáticas da COP28

Mais de 130 legisladores da União Europeia e dos EUA fizeram uma carta e estão pedindo a remoção do executivo do petróleo Sultan Al Jaber como presidente das negociações climáticas da COP28 deste ano.

“A decisão de nomear como presidente da COP28 o presidente-executivo de uma das maiores empresas de petróleo e gás do mundo — empresa que anunciou recentemente planos de adicionar 7,6 bilhões de barris de petróleo à sua produção nos próximos anos, representando o quinto maior aumento do mundo - corre o risco de minar as negociações", escreveram.


ONU diz número de afetados por desastres aumentou 80% em oito anos

Na abertura da reunião, o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Csaba Korosi, disse que para gerenciar melhor os riscos, é preciso entender “como os desastres estão conectados” e como a ação humana está contribuindo para perpetuá-los. Ele falou que o terremoto na Turquia e na Síria e o ciclone Mocha em Mianmar e Bangladesh evidenciam que os desastres “não conhecem fronteiras”.

Além do posicionamento: o papel de patrocinadores diante do racismo

Episódio enfrentado pelo jogador Vinicius Jr. traz à tona debate sobre a atuação das marcas investidoras em projetos e eventos esportivos.


Patrocinadores da La Liga manifestam apoio a Vini Jr depois de caso de racismo

A Puma e o banco Santander manifestaram ao jogador depois dele ser novamente alvo de insultos racistas durante uma partida da competição.

Parceira da LaLiga desde 2019, a Puma afirmou que não tolera o racismo e condena qualquer forma de discriminação. “Nos solidarizamos com Vinícius Júnior e toda a comunidade do futebol”, disse a empresa de material esportivo alemã, em comunicado à Reuters.

O Santander foi na mesma linha. Disse que “repudia veementemente qualquer manifestação de preconceito ou racismo”. A instituição financeira informou, em agosto do ano passado, que não renovará o contrato pelo naming rights da competição para a temporada 2023/24.


Pesquisa nas redes por ESG cresceu 2.600%

De acordo com uma pesquisa feita pelo Pacto Global da ONU, em parceria com a consultoria Stilingue, em 2019, a sigla contava com 4 mil menções no ambiente virtual, número que saltou para 109 mil registros só nos primeiros meses de 2023.


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